Indelével


Despi-me de todos os meus ódios
Amadureci todos os meus pensamentos
Matei todos os fantasmas
Voltei-me para ti, lancei-me em direção à morte
Caí, então, em amarguras
Lá, desprovido de amor, definhei

Já não conseguia me libertar
Num nada, onde o desolar era meu lar
Preso, impossibilitado de voar
Voltei-me para o universo
Refletiu a luz em mim

A luminescência irrompeu sobre o nosso espectro
Centelhas fragmentaram a melancolia
A morte súbita sobreveio sob tua sombra
E, por uns segundos, o silêncio foi o rei

Morto, lançado ao inferno
Ali estavam os pedações do meu desespero
O assassino da inocência
O fim de noites e dias

Ele se foi
Os remanescentes do fenômeno jazem
Como insígnias nas flâmulas penduradas na minha alma
Seu balançar é lento e imperfeito
Sem cores e sem paz






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